Diminuir letra Aumentar letra
NOTÍCIAS

03/07/2018
Segundo pesquisa, viver perto de fast food aumenta o risco de doença cardíaca

fast.jpg

Crédito da imagem: Dreamstime

Realizado na Holanda, um estudo recente afirma que morar a uma distância de até 800 metros de restaurantes que servem lanches rápidos está associado a uma chance maior de desenvolver problemas cardiovasculares em comparação com quem vive mais longe.

Estima-se que o número de pontos de venda de McDonalds, por exemplo, aumentou em 20% na última década em todo o mundo, e o interesse da pesquisa era entender o impacto da proximidade geográfica na saúde cardiovascular da população dos Países Baixos. 

Para tanto, os pesquisadores usaram três registros holandeses para rastrear os dados de quase 2,5 milhões de adultos por um ano. 

Durante o estudo, foram acompanhados os principais marcadores de saúde entre os participantes, incluindo doenças cardíacas, derrame e insuficiência cardíaca. Em seguida, foram usados os endereços residenciais para traçar a distância entre os participantes e o fast food mais próximo.

Foram considerados na pesquisa os voluntários que, no início da análise, tinham 35 anos de idade ou mais, estavam livres de doença cardíaca e moravam no mesmo endereço há pelo menos 15 anos.

No total, 2,5% dos participantes foram diagnosticados com doença cardíaca, acidente vascular cerebral ou insuficiência cardíaca no período de um ano. Os pesquisadores descobriram, ainda, que os indivíduos que viviam a uma distância de até 800 metros de um restaurante fast food eram significativamente mais propensos a desenvolver doenças cardíacas do que aqueles que viviam mais longe.

Conforme o estudo, a associação permaneceu mesmo após a checagem de fatores como idade, raça e renda, aspectos que influenciam o risco cardiovascular.

Os resultados foram publicados no European Journal of Preventive Cardiology e, segundo os autores, são um aviso sobre o impacto da alimentação baseada em gordura, sal e processados calóricos na saúde pública. Com o tempo, o consumo pode contribuir para o ganho de peso, a hipertensão e o colesterol alto. As descobertas também são um lembrete sobre a estreita ligação entre o ambiente em que se vive e as condições de saúde.