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NOTÍCIAS

19/02/2014
Segundo estudo, tratamento intensivo não impede a perda de memória em pacientes com diabetes

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O tratamento da pressão arterial e do colesterol não protege as funções cerebrais, embora o descontrole dos mesmos acelere a perda de memória

No topo dos fatores de risco para uma série de complicações cardíacas graves, o diabetes pode prejudicar o bom funcionamento do cérebro.

Para muitos pacientes diabéticos, a perda de memória e outros prejuízos nas funções cognitivas são comuns, especialmente quando a pressão arterial e o colesterol não estão controlados. Porém, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association, o tratamento da pressão arterial e do colesterol não protege as funções cerebrais, embora o descontrole dos mesmos acelere a perda de memória.

Na pesquisa, 2.977 adultos com diabetes tipo 2, escolhidos aleatoriamente, receberam tratamentos intensivos ou moderados. Os participantes do grupo intensivo cumpriram metas bastante rígidas para reduzir os níveis de açúcar no sangue, da pressão arterial e do colesterol. Os demais foram submetidos a tratamentos conservadores, com metas menos radicais.

Como resultado dos três anos de monitoramento das funções cerebrais de todos os pacientes, os pesquisadores não encontraram diferenças importantes com relação à perda de memória e das funções cognitivas entre os participantes.

No entanto, conforme os autores, os resultados não anulam a importância de um tratamento mais agressivo, já que são capazes de reduzir o risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral (AVC).

Para evitar qualquer perda das funções cerebrais, portanto, é importante prevenir o diabetes tipo 2: optar por um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e atividade física regular.