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NOTÍCIAS

31/07/2017
Segundo estudo, mudanças na dieta podem aumentar a expectativa de vida

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Crédito da imagem: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Realizada na Universidade Harvard e publicada no New England Journal of Medicine, a pesquisa revela que melhorar a qualidade da alimentação pode reduzir as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e outras causas em até 17%, e o mais importante é que elas sejam mantidas ao longo do tempo.

Os cientistas acompanharam as alterações nos hábitos alimentares de 74 mil pessoas durante 12 anos. Indivíduos que passaram a comer melhor – acrescentaram à rotina grãos integrais, frutas, vegetais e peixes gordurosos, por exemplo - reduziram de 8% a 17% os riscos de morte precoce. Aqueles que pioraram a qualidade da dieta, no entanto, aumentaram entre 6% e 12% o risco de morrer.

Os pesquisadores aplicaram um sistema de pontuação para avaliar a alimentação dos participantes a cada quatro anos. Substituir uma porção diária de carne vermelha ou processada por uma porção de nozes ou legumes, por exemplo, acrescentava 20% à pontuação.

De acordo com os autores, os resultados destacam os benefícios a longo prazo de melhorar a qualidade da dieta como um todo, com atenção aos padrões alimentares gerais e não apenas aos nutrientes ou alimentos individuais.

Conforme Frank Hu, principal autor do estudo, um padrão de alimentação saudável pode ser adotado seguindo as preferências alimentares e culturais e as condições de saúde do indivíduo. "Não há uma dieta única para todo mundo”, afirma.