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NOTÍCIAS

02/05/2013
Segundo estudo, composto químico da carne vermelha pode causar doença cardíaca

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Os resultados da pesquisa sustentam a ideia de que menos carne vermelha é melhor para a saúde

Um novo estudo da Cleveland Clinic (EUA) indica que a carnitina, substância química encontrada na carne vermelha, ao ser processada por bactérias no intestino, dá início a uma cadeia de eventos que resultam em altos níveis de colesterol e no aumento do risco de doenças cardíacas.

Experiências com ratos e pessoas mostraram que as bactérias no intestino se alimentam da carnitina. Neste processo, no fígado, é convertida a uma substância química chamada TMAO. Na pesquisa, TMAO foi fortemente relacionada com o acúmulo de depósitos de gordura nos vasos sanguíneos, o que pode levar a doenças cardíacas. “A TMAO é, muitas vezes, ignorada. Pode ser um resíduo, mas está influenciando significativamente o metabolismo do colesterol e levando a seu acúmulo”, explica o Dr. Stanley Hazen. “Os resultados do estudo apoiam a ideia de que menos carne vermelha é melhor”, garante.

Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, afirma que, “embora os resultados não signifiquem necessariamente uma mudança nas recomendações existentes, nos deram um bom lembrete para pensarmos sobre fontes alternativas de proteína caso as pessoas comam regularmente uma grande quantidade de carne vermelha ou processada”.

Até a realização deste estudo, a gordura saturada e a maneira como a carne processada é preservada eram vistas como as principais culpadas pelos problemas cardíacos gerados pela ingestão de carne vermelha.

Possíveis próximos passos

As novas descobertas levantam a ideia de usar um iogurte probiótico para alterar o equilíbrio de bactérias no intestino. Em tese, uma redução do número de bactérias que se alimentam de carnitina reduziria tais riscos.

Este é o foco para um estudo futuro, já que é improvável que as pessoas parem de comer o alimento. No Reino Unido, o governo não recomenda comer mais do que 70g de carne vermelha ou processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon. Uma picanha, no entanto, representa o dobro da quantidade indicada.