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NOTÍCIAS

12/01/2014
Publicação sugere novo limite para pressão arterial

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Estudo norte-americano sugere que nível máximo passe para 15 por 9 em pessoas com mais de 60 anos

No final de dezembro, o periódico Journal of the American Medical Association publicou novas diretrizes sobre o controle da pressão arterial. O texto sugere que milhões de pessoas no mundo devem reduzir a quantidade de remédio utilizado para controlar a hipertensão.

Elaboradas ao longo de cinco anos e com base em estudos randomizados reconhecidos, os pesquisadores compilaram recomendações específicas baseadas em evidências sobre a eficácia e segurança de diversos tratamentos para pressão alta.

Há trinta anos, os médicos preconizam que a pressão arterial de um paciente esteja abaixo de 14 por 9. As novas diretrizes aconselham que essa medida passe a ser de 15 por 9 para pessoas com mais de 60 anos.

A mudança foi proposta porque, no levantamento, os especialistas não encontraram benefícios em reduzir a pressão para menos de 15 em pessoas acima dos 60 anos. Para pacientes mais jovens, diabéticos e portadores de doenças renais, ainda não há evidências de que a medida deva ser adotada – motivo pelo qual a recomendação está restrita aos mais velhos.

Conforme o artigo, os idosos são mais tolerantes a uma pressão um pouco mais elevada do que os jovens, e podem sofrer efeitos adversos perigosos com uma pressão muito reduzida – incluindo tontura acentuada e risco de isquemia.

As novas orientações foram elaboradas por 17 especialistas nomeados pelo governo norte-americano. As diretrizes, no entanto, serão atualizadas oficialmente apenas no final de 2014.

Embora a discussão esteja nos Estados Unidos, é provável que a recomendação seja adotada também no Brasil, que utiliza diretrizes norte-americanas e europeias como norte para suas determinações.

Entenda

A pressão sistólica mede a força que o coração imprime sobre a parede das artérias. Já a diastólica calcula o momento em que o órgão relaxa e se enche de sangue.

A hipertensão é uma doença que pode causar ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e morte, se não for tratada adequadamente.