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11/09/2017
Pesquisadores estimulam ações de estilo de vida para reverter a obesidade infantil

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Crédito da imagem: Thinkstock

A obesidade infantil pode provocar problemas incomuns antes da vida adulta, como pressão alta, diabetes tipo 2 e colesterol elevado. Especialistas alertam também para possíveis efeitos psicológicos, como baixa autoestima, imagem corporal negativa e depressão. Crianças obesas são, ainda, mais propensas a serem adultos obesos. 
 
Uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association demonstra a eficiência de programas que auxiliam na adoção de um novo estilo de vida entre crianças e adolescentes. O estudo analisou 59 ensaios que abordavam desde alimentação saudável e exercícios físicos até medicamentos potenciais para perda de peso em crianças. No total, os estudos incluíam mais de 8.500 pessoas com sobrepeso e obesidade e idades entre 2 e 18 anos.
 
Após a análise, os pesquisadores descobriram que os projetos de estilo de vida foram consistentemente eficazes para ajudar as crianças a perder peso num período entre 6 e 12 meses. Esses programas também foram associados a melhorias nas medidas de depressão e autoestima e não apresentaram riscos significativos. 
 
Além disso, os pesquisadores constataram que programas que incluíam mais contato dos profissionais com as crianças e os adolescentes alcançaram resultados mais efetivos. Projetos com 52 horas ou mais de programação total impactaram de forma positiva, inclusive, na pressão arterial das crianças.
 
Em comparação com as abordagens de estilo de vida, os riscos e os benefícios dos medicamentos para perda de peso foram menos claros. Apenas 11 dos 59 estudos inseridos na análise testaram medicamentos para perda de peso. Neles, a medicação foi associada a pouca redução de peso e a riscos como dor abdominal, cólicas e vômitos. A adoção de fármacos também pareceu não melhorar os marcadores de saúde cardíaca, como pressão arterial e açúcar no sangue.  
 
Os autores afirmam, portanto, que programas continuados que promovam o exercício físico e a alimentação saudável são eficazes e seguros para crianças e adolescentes. Eles acreditam que as ações devem incluir pelo menos 26 horas de contato direto com os pequenos para resultados mais efetivos. Sobre o uso de medicamentos, os pesquisadores observam que ainda não há evidências suficientemente confiáveis para confirmar os riscos e benefícios.