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NOTÍCIAS

07/02/2010
Os 5 inimigos do hipertenso

 

Foi um susto e tanto. Era quase meia noite de quarta-feira (27/1), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abandonou o avião que o levaria à Europa e seguiu a mais de 110 km/h para a emergência do Hospital Português, em Recife. O motivo da correria era uma crise de hipertensão que se manifestou durante todo o dia com os seus sinais mais evidentes. Quem passa por uma, em geral, apresenta dor no peito, indisposição e até dificuldade para respirar. Mas há outros mais assustadores – o paciente pode ficar com a visão borrada, por exemplo.

As crises de hipertensão, apesar de assustar bastante, têm a vantagem de deixar claro que algo está errado com o corpo. Busca-se ajuda, e a situação pode ser controlada. Muitos hipertensos, entretanto, vivem com a doença sem saber e podem estar perto de terríveis consequências como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

– A crise não é a regra. O mais comum é a hipertensão crônica. Aquela que é silenciosa, mas constante. Muitas vezes, o paciente não a percebe e passa anos sem se tratar – ressalta o cardiologista Flávio Fuchs, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O diagnóstico é definido avaliando-se caso a caso. Mas se pode dizer que, na população em geral, quando a pressão arterial se mantém acima de 14 por 9, o paciente já está com a pressão elevada. Quem entrou nessa faixa deve rever a rotina.

– A doença é resultado da propensão genética e do modo de vida. Se mantivermos atividades saudáveis, como exercícios físicos e alimentação equilibrada, o coração tende a funcionar melhor – afirma o cardiologista Eduardo Menti.

CONSUMO DE SAL

O sal tem um componente vital para a saúde: o sódio. Porém, quando está em excesso no organismo, deixa de ser aliado e vira vilão. Para tentar eliminar a sobra do nutriente, o corpo pede água. O problema é que a água em excesso aumenta a pressão arterial e força o músculo do coração. Segundo especialistas, a porção ideal diária é de seis gramas de sal (uma colher de chá). Mas os hipertensos devem redobrar a atenção. Afinal, já estão com a saúde fragilizada.

OBESIDADE OU SOBREPESO

Quando o peso está muito acima do recomendável, o coração está sob grande ameaça. Os quilos a mais exigem que a circulação trabalhe mais, ou seja, causa uma sobrecarga física constante. O coração precisa bater mais rápido para permitir que um obeso faça as atividades diárias normais, como trabalhar ou estudar. Esse aumento no ritmo dos batimentos pode causar hipertensão. Com o tempo, se o paciente não emagrece, o sistema cardiovascular vai seguir trabalhando demais.

SEDENTARISMO

A atividade física é uma das principais armas para combater a hipertensão. Quem se exercita de maneira regular e orientada ajuda a combater os principais inimigos, como a obesidade. A prática de exercícios diminui a gordura corporal, tem efeitos diuréticos (reduzindo a quantidade de sódio) e ajuda a combater o estresse.

ESTRESSE

O estresse se reflete na forma do chamado estado hiperadrenérgico – o corpo está em estado de alerta, com vários estimulantes sendo lançados no organismo. O alerta serviria, por exemplo, para deixar a pessoa preparada para escapar de alguma situação de risco. Nesse estado, o batimento cardíaco acelera, a pressão aumenta e, pouco a pouco, o sistema cardiovascular se enfraquece por trabalhar demais.

TABAGISMO E ÁLCOOL

O fumo prejudica os vasos sanguíneos, e a cada cigarro a pressão permanece elevada por 15 minutos. O álcool também estimula o aumento da atividade cardíaca. O resultado dessa combinação explosiva são problemas de saúde generalizados, entre eles, a hipertensão.