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NOTÍCIAS

17/05/2013
Ingestão de fibras alimentares pode reduzir o risco de derrame

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Fibras podem não estar entre os nutrientes que mais agradam quando se trata de nossa alimentação, mas são fundamentais para uma dieta equilibrada. Encontradas em frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas, elas ajudam na digestão e proporcionam uma série de benefícios para a saúde do coração, como a redução do colesterol, controle dos níveis de açúcar no sangue e, de quebra, ainda contribuem para o controle de peso.

Um estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido, acrescenta uma nova vantagem ao consumo de fibras: a possibilidade de reduzir significativamente o risco de acidente vascular cerebral.

Para a pesquisa, cientistas analisaram os resultados de oito estudos diferentes que incluíam, ao todo, cerca de 500 mil participantes. Cada um destes levantamentos coletou informações e acompanhou por até 19 anos o consumo de fibras alimentares destas pessoas.

Com isso, identificaram evidências de que o risco de AVC caiu em 7% para cada aumento de 7 gramas no consumo diário de fibras. Da mesma forma, indivíduos que consumiram mais o nutriente apresentaram menor risco de derrame, ainda que a quantidade ingerida fosse inferior à recomendada.

Diretrizes indicam a ingestão de 25 gramas diárias para mulheres e 38 gramas para homens, número bastante superior à média de 13 e 17 gramas consumidas, respectivamente, pelas mulheres e homens incluídos na análise.

A boa notícia é que aumentar a ingestão de fibras é fácil. Uma maçã média ou duas fatias de pão integral, por exemplo, possuem cerca de 4 gramas de fibras. Os especialistas afirmam, ainda, que até mesmo um aumento de 2 ou 3 gramas na ingestão diária do nutriente pode ajudar a reduzir o risco de AVC.

No Brasil, cerca de 70 mil pessoas morrem em decorrência de AVC todos os anos, e muitos indivíduos possuem pelo menos um fator de risco – hipertensão arterial, colesterol elevado ou sobrepeso. Os resultados, ainda que preliminares, já deixam médicos e profissionais da saúde otimistas com este modo simples de cuidar do coração.

Fonte: CardioSmart (ACC, USA)