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NOTÍCIAS

28/07/2017
Infecções respiratórias aumentam risco de infarto

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Crédito da imagem: Internet

Um estudo publicado no Internal Medicine Journal traz os números: o risco de ter um infarto aumenta em até 17 vezes após um quadro de infecção respiratória, como pneumonia e bronquite. Infecções das vias áreas superiores (resfriado, rinite e sinusite), eleva o risco em até 13,5 vezes.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Sydney, na Austrália, e incluiu 578 pessoas que haviam sido hospitalizados em decorrência de infarto. Os pacientes foram questionados sobre sintomas como dor de garganta, tosse e febre anterior ao problema cardíaco. Pacientes com infecções no trato respiratório, gripe, faringite, rinite e sinusite, também foram observados.

De acordo com os autores, 17% deles relataram sintomas de infecção respiratória uma semana antes do ataque cardíaco. 21% dos voluntários informaram sinais por volta de 31 dias antes do episódio. 

Segundo os pesquisadores, o risco de infarto foi 17 vezes maior em casos de infecção respiratória, enquanto quadros menos graves de infecção do trato respiratório superior, que afetam as vias aéreas, nariz e garganta, aumentou o risco em até 13,5 vezes.

A análise demonstrou, ainda, que o risco maior de infarto atinge picos nos primeiros sete dias – não se dá necessariamente no início dos sintomas respiratórios – e reduz gradualmente ao longo de um mês.

Conforme Thomas Buckley, um dos autores do estudo, a incidência de ataques cardíacos, mais alta em períodos de frio, também pode estar associada à maior ocorrência de infecções respiratórias.