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09/07/2018
Hábitos saudáveis da mãe podem evitar obesidade dos filhos, segundo pesquisa

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Crédito da imagem: Pinterest

Um estudo realizado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, sugere que as crianças têm uma chance 75% menor de se tornarem obesas na infância ou na adolescência quando as mães, durante esse período, adotam cinco hábitos: dieta saudável, peso adequado, exercícios regulares, consumo moderado de álcool e não fumar.

Publicado na revista científica The BMJ, o trabalho mostra que cada um dos hábitos positivos da mãe reduz os riscos de obesidade dos filhos. A maior queda, porém, acontece quando a mãe adere aos cinco.

Conforme Qi Sun, do Departamento de Nutrição da Universidade Harvard e autor principal da pesquisa, esta é a primeira investigação que demonstra que, para reduzir o risco de obesidade nas crianças, um estilo de vida integralmente saudável das mães é mais importante do que ter algum desses hábitos saudáveis de forma isolada.

Para estudar a associação entre o estilo de vida das mães e o risco de obesidade entre os filhos, os cientistas analisaram dados de dois grandes estudos nacionais que acompanharam, ao longo de cinco anos, cerca de 17 mil mulheres norte-americanas e seus mais de 24 mil filhos - crianças e adolescentes com idades entre 9 e 18 anos.

De acordo com os autores, 1.282 crianças e adolescentes - 5,3% das que foram avaliadas - desenvolveram obesidade durante o período de acompanhamento. O excesso de peso da mãe e o tabagismo foram os fatores com maior impacto na obesidade das crianças. Aquelas cujas mães mantiveram um peso saudável apresentaram risco 56% menor em comparação às crianças com mães que estavam acima do peso ou eram obesas. Entre os filhos de mulheres que não fumavam, o risco de obesidade foi 31% menor.

Os pesquisadores afirmam que identificar aspectos que podem influenciar na obesidade infantil se tornou uma prioridade de saúde pública nos Estados Unidos - no país, uma em cada cinco crianças e adolescentes de 6 a 19 anos de idade é obeso. A obesidade infantil está associada, por exemplo, a diabetes, doenças cardiovasculares e morte prematura na idade adulta.

Qi Sun acredita que os resultados destacam os potenciais benefícios de intervenções baseadas nos pais para reduzir os riscos de obesidade infantil. Ele pretende investigar, ainda, o papel do pai no desenvolvimento da obesidade dos filhos.

Com informações da Revista Época.