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24/11/2018
Estudo relaciona dormir pouco ou mal a risco de aterosclerose

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Crédito da imagem: Getty Images

Segundo pesquisadores do Hospital Universitário Puerta de Hierro Majadahonda e do Centro Nacional de Pesquisa Cardiovascular, de Madri, na Espanha, dormir menos de seis horas por dia ou ter noites de sono fragmentadas aumenta o risco de aterosclerose, doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gorduras nas paredes das artérias.

Como o processo de desenvolvimento da aterosclerose é silencioso e não apresenta sintomas, os autores indicam a observação das horas dormidas e a investigação dos motivos do sono ruim.

O estudo envolveu 3.974 adultos de meia-idade, dos quais 63% eram homens, que tiveram a quantidade e a qualidade do sono monitoradas durante sete dias através de um dispositivo que envolvia a cintura dos voluntários. 

Os participantes foram divididos em grupos, de acordo com as horas que dormiam: menos de seis horas (tempo considerado muito curto de sono); seis a sete, curto; sete a oito, tempo de referência; e mais de oito horas, longo. A aterosclerose foi aferida nas artérias da perna e pescoço através de ultrassonografia tridimensional.

Após os ajustes para fatores de risco cardiovascular e outros problemas de saúde, os pesquisadores atestaram que os pacientes com menor tempo de sono e mais interrupções apresentaram propensão à aterosclerose e probabilidade maior de desenvolver síndrome metabólica - conjunto de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes.

Embora seja ligada ao envelhecimento, alguns fatores podem precipitar o aparecimento da aterosclerose. Mesmo sem esclarecer relações de causa e efeito, o estudo demonstra a importância de dormir bem e por tempo suficiente para a saúde cardiovascular.