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NOTÍCIAS

12/07/2018
Estudo investiga impactos da solidão na saúde cardiovascular

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Crédito da imagem: Borya/Flickr

Apresentado em encontro anual da European Society of Cardiology, a pesquisa demonstrou que pacientes cardíacos que moram sozinhos e não têm com quem conversar apresentam resultados de saúde piores do que aqueles que contam com apoio social.

A análise incluiu cerca de 13.500 pessoas que passavam por tratamento cardiológico em cinco hospitais da Holanda. Os voluntários foram questionados sobre a saúde física e mental, sobre o estilo de vida e suas redes de apoio social.

Todos os participantes apresentavam alguma condição cardíaca – cardiopatia, insuficiência cardíaca ou arritmia, por exemplo. A idade média foi de 65 anos e dois terços eram do sexo masculino. 

Após a análise, os pesquisadores descobriram que a solidão estava associada a desfechos mais desfavoráveis em todos os pacientes, independente de sua condição cardíaca e mesmo após considerar fatores como idade, escolaridade e tabagismo.

Pacientes que relataram não ter ninguém com quem conversar em momentos de necessidade apresentaram o dobro do risco de mortalidade em comparação com aqueles que recebiam apoio.

Indivíduos que se sentiam solitários eram três vezes mais propensos a relatar sintomas de ansiedade e depressão e apresentavam qualidade de vida significativamente pior.

Os pesquisadores também descobriram que homens com insuficiência cardíaca ou arritmias que viviam sozinhos tinham pior saúde mental do que os homens que viviam com alguém.

Segundo os autores, os achados destacam a necessidade de apoio social para pacientes com problemas cardíacos. Para eles, a solidão é um forte preditor de morte prematura, de pior saúde mental e pior qualidade de vida.

Os especialistas acreditam que questionar os pacientes sobre o apoio social fornece informações importantes sobre as probabilidades de sucesso do tratamento cardiovascular.