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NOTÍCIAS

17/12/2013
Especialistas chamam a atenção para as altas taxas de incidência do diabetes

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Índices da doença aumentam em todo o mundo e há prevalência em locais de fome e seca. O Brasil é o 4o país em número de pessoas que vivem com diabetes.

Conforme estudo publicado no jornal médico The Lancet, vivemos o apocalipse do diabetes, doença que eleva os níveis de açúcar no sangue e aumenta o risco para uma série de complicações da saúde, como doenças cardiovasculares e renais.

Uma primeira estimativa sobre o número de pessoas com a doença foi publicada em 1944, quando os cientistas calcularam que 110 milhões de indivíduos eram diabéticos. Hoje, a Federação Internacional de Diabetes estima que 382 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com diabetes – e esse número deverá dobrar até 2035.

As consequências do aumento das taxas de incidência já são aparentes. Em 2010, cerca de 376 bilhões de dólares foram gastos com tratamentos da doença, respondendo por 12% dos custos globais de saúde. Com a elevação dos índices, sobem também os investimentos necessários.

Atualmente, a China é o país com maior número de diabéticos: são aproximadamente 98,4 milhões de pessoas com a doença. Depois da China, vem a Índia, Estados Unidos, Brasil e Rússia.

Segundo o autor principal da pesquisa, Paul Zimmet, diversos fatores contribuem para a epidemia do diabetes, como má alimentação e inatividade física. Má gestão dos tratamentos, especialmente em países de baixa renda, também pode contribuir para piores resultados entre aqueles que têm a doença.

Além disso, Zimmet estabelece uma possível relação entre seca, fome e diabetes. Quando passam fome durante a gestação, as mães não conseguem consumir os nutrientes que os bebês precisam para se desenvolver, e pesquisas já confirmaram que a desnutrição fetal aumenta contribui para a doença.

Para o pesquisador, essa associação justificaria os altos índices atuais de pessoas com diabetes em países como China e Camboja, que no passado viveram períodos de muita fome e escassez de alimentos e água.

Os autores incentivam que sejam realizadas novas pesquisas sobre o tema, como um esforço para controlar a velocidade com que aumentam as taxas de diabetes, especialmente em nações em desenvolvimento e com históricos de fome e seca.