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NOTÍCIAS

20/06/2018
Entidade orienta prevenção e tratamento de parada cardíaca em crianças com cardiopatia congênita

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Crédito da imagem: Internet

Embora a reanimação cardiopulmonar ou reanimação cardiorrespiratória possa salvar a vida de bebês e crianças que sofrem parada cardíaca súbita – quando o coração repentinamente para de bater –,  a prevenção de eventos cardíacos é um objetivo fundamental ao cuidar de pequenos com doença cardíaca congênita, especialmente porque, nestes casos, os protocolos de reanimação não costumam ser tão eficientes.

O comunicado da American Heart Association, publicado na revista médica Circulation, fornece recomendações para cuidadores que acompanham crianças com cardiopatia congênita dentro e fora do ambiente hospitalar.

Cardiopatia congênita é um termo genérico utilizado para descrever diferentes alterações na estrutura do coração desde o nascimento. Afeta cerca de 1% de todos os recém-nascidos nos Estados Unidos. No Brasil, a estimativa é que nasçam 28 mil bebês com problemas cardíacos por ano.

Apesar de a grande maioria das crianças com cardiopatia congênita ter uma estimativa de vida longa e saudável – após intervenção cirúrgica ou o tratamento indicado para cada caso –, muitas enfrentam risco aumentado de parada cardíaca súbita.

Quando acontece em pessoas saudáveis, a reanimação geralmente salva vidas e aumenta drasticamente as chances de sobrevivência. No entanto, não é tão eficaz em bebês e crianças com doença cardíaca porque o protocolo depende das condições únicas de cada paciente. 

Autores observam que em bebês e crianças com doença cardíaca, a reanimação com compressões restaura apenas 30% do fluxo sanguíneo para o coração e até 40% do fluxo sanguíneo para o cérebro após uma parada cardíaca súbita.  

O uso de suporte extracorpóreo de vida pode ser utilizado nas manobras de ressuscitação quando os procedimentos iniciais falham. Contudo, costuma ser empregado somente quando as causas da parada cardíaca podem ser revertidas com procedimento cirúrgico.  

Os autores enfatizam a importância de prevenir a parada cardíaca por meio de monitoramento e tratamento rigorosos. Para a maioria, isso significa manter um olhar atento sobre a saúde dos pacientes e abordar quaisquer questões imediatamente para evitar eventos cardíacos com risco de morte. Para outros, pode significar antecipar eventos cardíacos.

Os especialistas esperam que a declaração forneça uma orientação clara para os cuidadores de bebês e crianças com doenças cardíacas. Eles também encorajam pesquisas futuras sobre o assunto, na esperança de melhorar tanto a prevenção quanto o tratamento da parada cardíaca súbita nessa população de alto risco.