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05/12/2017
Entidade norte-americana altera diretrizes para hipertensão

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Crédito da imagem: Internet

Em encontro de especialistas da American Heart Association realizado em novembro, na Califórnia, a entidade norte-americana redefiniu as diretrizes para diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial. Agora, a doença deve ser tratada mais cedo, ao atingir a marca de 130/80. O limite anterior era de 140/90. O relatório foi publicado no periódico Hypertension.

Conforme o texto, a hipertensão arterial agora é definida em leituras a partir de 130 mm Hg para a medição da pressão arterial sistólica, ou a partir de 80 para a medição diastólica. O motivo da mudança é o fato de reconhecerem que, mesmo quando em níveis mais baixos, podem ocorrer complicações decorrentes da hipertensão.

Com a adoção do novo padrão, 46% da população dos Estados Unidos é considerada hipertensa. Antes, a média era de um a cada três norte-americanos. A hipertensão é a segunda principal causa de doença cardíaca e acidente vascular cerebral, atrás apenas do tabagismo.

De acordo com o relatório, atingir 130/80 significa que a pessoa já dobrou o risco de complicações cardiovasculares em comparação com quem tem um nível considerado normal, de 120/80.

O objetivo das novas diretrizes é permitir que os pacientes reconheçam sua condição e riscos, fiquem atentos à saúde e repensem o estilo de vida, com novos hábitos alimentares e prática de atividades físicas. Segundo os especialistas, o diagnóstico de pressão 130/80 não prevê, necessariamente, a indicação de medicamentos.