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NOTÍCIAS

11/02/2019
Entidade europeia compara efeitos do cigarro tradicional com o eletrônico

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Crédito da imagem: iStock

Public Health England (PHE), agência do Serviço de Saúde da Inglaterra, realizou uma experiência para comparar os efeitos dos cigarros tradicionais com a versão eletrônica do produto – também chamado de e-cigarette, e-ciggy, e-cigar e caneta a vapor.

 

Para o teste, os pesquisadores utilizaram dois recipientes com algodão. Durante um mês, um deles foi exposto ao fumo do tabaco e o outro ao vapor dos eletrônicos.

 

Conforme o órgão britânico, o pote que recebeu o cigarro tradicional ficou totalmente impregnado e pegajoso, com uma coloração escura e carregado de alcatrão, enquanto o recipiente do eletrônico continha apenas vapor.

 

Para a PHE, a versão eletrônica é menos prejudicial à saúde. Além disso, apresenta potencial para contribuir na redução do impacto à saúde pública do consumo de cigarros.

 

Porém, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não existem pesquisas conclusivas que comprovem esta função e nem a segurança na utilização dos cigarros eletrônicos. Diversos estudos mostram que, além de danos ao coração e ao pulmão, ele afeta a bexiga e o estômago. Os prejuízos podem ser observados mesmo que seja usado por pouco tempo.

 

Em 2009, o governo brasileiro publicou a resolução RDC 46/2009, que proíbe a comercialização, importação e propaganda de qualquer dispositivo eletrônico para fumar (DEF) em território nacional.

 

O dispositivo eletrônico para fumar é um aparelho alimentado por bateria de lítio recarregável. No geral, conta com uma ponteira, que funciona como piteira. Já na parte interna, possui um tanque onde é inserido o líquido, quase sempre composto de propilenoglicol, glicerina vegetal, água, nicotina e, opcionalmente, aromatizantes - os compostos e as concentrações variam de acordo com o fabricante. 

 

Diferente do cigarro tradicional, a versão eletrônica não queima tabaco. Os aditivos são aquecidos, saem em forma de vapor e são aspirados pelo usuário.

 

Estima-se que a temperatura de vaporização possa atingir 350°, valor alto o suficiente para induzir reações químicas e mudanças físicas nos compostos, formando outras substâncias potencialmente tóxicas. Ainda não se sabe o impacto real dessas substâncias nocivas no organismo.