Diminuir letra Aumentar letra
NOTÍCIAS

16/10/2013
Dormir menos de seis ou mais de dez horas aumenta a chance de desenvolver doenças crônicas

1412-Sono-Saúde.jpg

Estudo relaciona o hábito ao risco de ter doença coronariana, diabetes, AVC, obesidade e ansiedade

Uma nova pequisa realizada por cientistas norte-americanos descobriu relações entre pouco ou muito tempo de sono e problemas crônicos de saúde. De acordo com o estudo, quem dorme menos de seis ou mais de dez horas por dia apresenta maior risco de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, obesidade e ansiedade.

Realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, responsável por desenvolver pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, o resultado do levantamento foi publicado no Sleep Journal.

O objetivo dos pesquisadores era analisar como a obesidade e a ansiedade, principais problemas causados pela falta de sono, poderiam estar relacionados a uma série de doenças crônicas que atingem a população.

O estudo incluiu 54 mil norte-americanos com idade igual ou superior a 45 anos. 31% dos participantes afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, menos de seis horas. Mais de 64% disseram ter um sono ideal, enquanto apenas 4% responderam que dormiam mais de dez horas.

Os resultados apontam que os voluntários que dormiam poucas horas registraram um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, estresse e depressão. Além disso, apresentaram uma maior prevalência de doença coronariana, AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.

Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram incidência maior de doença coronária, AVC e diabetes.

Segundo Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono, tanto a quantidade como a qualidade do sono impactam a saúde. "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita", explica.

Os pesquisadores sugerem que pacientes com alguma dessas doenças crônicas procurem, além do tratamento adequado, um médico para avaliar seus padrões de sono, já que o ideal, na idade adulta, é dormir de sete a nove horas diariamente.