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NOTÍCIAS

03/06/2013
Diabetes durante a gravidez aumenta risco cardiovascular em longo prazo

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Cerca de 10% das mulheres apresentam níveis elevados de açúcar no sangue durante a gravidez, quadro conhecido como diabetes gestacional e que costuma ser revertido logo após o parto por meio de alimentação adequada e atividades físicas regulares.

No entanto, ainda não está claro o que representa o diabetes gestacional para a saúde das mulheres. Em uma revisão publicada recentemente no periódico científico Journal of the American College of Cardiology, foi salientada a necessidade de uma melhor detecção, rastreamento e consciência desta condição.

Liderados pelo Dr. Shireen Brewster, do Mount Sinai Hospital, no Canadá, pesquisadores revisaram uma série de estudos para verificar o impacto tardio da alteração. Com a análise, constataram que mulheres que desenvolveram diabetes ou apresentaram níveis anormais de açúcar no sangue durante a gravidez tiveram maior risco cardiovascular em longo prazo.

Entre as condições que aumentam o risco de doenças do coração detectadas nestas mulheres está a propensão a desenvolver diabetes Tipo 2, pressão arterial elevada, colesterol alto e síndrome metabólica. Além disso, os pesquisadores identificaram que estas pacientes tendem a desenvolver doenças cardíacas mais cedo. 

Com base nestes resultados, especialistas reforçam a importância de mensurar o açúcar no sangue em mulheres grávidas, de identificar quais exames são mais úteis na detecção de níveis anormais e com que frequência devem ser realizados.

Atualmente, a American Diabetes Association aconselha a testar o açúcar no sangue em todas as mulheres grávidas durante o terceiro trimestre, mas medidas adicionais devem ser tomadas para colocar em prática estas recomendações. Da mesma forma, os profissionais de saúde precisam aprimorar o monitoramento das gestantes. É fundamental que todas tenham acompanhamento médico e nutricional durante todo o período gestacional, diminuindo ao máximo as chances de desenvolvimento do diabetes e posterior doença cardíaca.

FONTE: CardioSmart (ACC, USA)