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NOTÍCIAS

25/09/2013
Ansiedade e depressão aumentam risco de morte de indivíduos com doenças do coração

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Publicado pelo Journal of the American Heart Association, o estudo indica que pacientes com doenças cardíacas e que têm ansiedade apresentam o dobro do risco de morrer por qualquer causa em comparação com aqueles sem ansiedade. E este risco é ainda maior em pacientes que, além de ansidedade e problemas cardíacos, possuem depressão: as chances de morte são três vezes maiores.

Os resultados apontam que é necessário um monitoramento mais frequente do estado de saúde de pacientes cardíacos com ansiedade e depressão.

De acordo com Lana Watkins, autora principal do trabalho e professora de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Duke University Medical Center, muitas pesquisas já relacionaram a depressão como um fator de risco para pessoas com doenças cardiovasculares, no entanto, a ansiedade ainda não havia recebido a devida atenção.

Ainda conforme Watkins, pacientes cardíacos deprimidos muitas vezes têm também ansiedade, o que sugere que o risco não deve ser atribuído, unicamente, à depressão.

Para o estudo, 934 pacientes com doença cardíaca e idade média de 62 anos responderam a um questionário que mediu o nível de ansiedade e depressão antes ou depois de um procedimento de cateterismo.

Após verificar idade, insuficiência cardíaca congestiva, doença renal e outros fatores que afetam o risco de morte, os pesquisadores constataram que 90 dos 934 pacientes apresentaram apenas ansiedade, 65 mostraram-se vítimas de depressão e 99 sofriam de ambas. 

Entre os 133 pacientes que morreram durante os três anos de acompanhamento, 55 tinham ansiedade, depressão ou as duas. A maioria das mortes (93 de 133) estavam ligadas a complicações cardiovasculares.

A ansiedade e a depressão, segundo Lana Watkins, influenciam as pessoas de maneiras distintas. A primeira, por exemplo, aumenta a atividade do sistema nervoso simpático, responsável pelo controle da pressão arterial. "Quem se preocupa demais está mais propenso a ter dificuldade para dormir e desenvolver pressão alta", disse Watkins.

Já os riscos da depressão estão ligados ao comportamento desses indivíduos. "Ela resulta em dificuldades para aceitar o tratamento e seguir as orientações médicas, como parar de fumar e praticar atividades físicas”, informa a pesquisadora.

Lana Watkins acrescenta que estudos futuros deverão testar estratégias para contornar a ocorrência de ansiedade e depressão em pacientes com doença cardíaca.