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NOTÍCIAS

12/10/2018
8 orientações para evitar a obesidade infantil

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Crédito da imagem: Fotosearch

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a obesidade é a maior epidemia de todos os tempos. No Brasil, a prevalência entre os adultos aumentou 60% de 2006 a 2016. 

No entanto, é um problema que começa cada vez mais cedo: entre meninos e meninas de 5 a 9 anos, 33% já estão acima do peso e 15% são considerados obesos. Nesse ritmo, a estimativa é que a obesidade atinja 11,3 milhões de crianças em 2025.

O motivo de tanta preocupação entre os especialistas é o fato de que uma criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso, conforme o Ministério da Saúde. 

A condição está associada, ainda, a 26 doenças crônicas, entre elas a pressão alta e o diabetes tipo 2, fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares.

Confira, abaixo, uma série de orientações de especialistas para promover uma infância mais saudável e combater a obesidade:

1. Gravidez planejada:um pré-natal adequado reflete no peso e na saúde da criança. Tabagismo, obesidade materna e diabetes gestacional podem indicar quilos extras na infância.

2. Aleitamento materno: estudos associam a amamentação à prevenção da obesidade infantil. A recomendação é seguir o aleitamento exclusivo até os seis meses e com alimentação complementar até os dois anos de idade.

3. Cardápio: as crianças devem consumir cinco porções de frutas e verduras todos os dias, além de água à vontade. Reduza salgadinhos e biscoitos e lembre-se que comida feita em casa é sempre melhor.

4. Remédio: este alerta vale sobretudo para antibióticos, cujo uso antes dos dois anos e por mais de três ocasiões eleva em 25% o risco de obesidade mais à frente. Não medique sem orientação profissional.

5. Atividades: jogar bola, andar de bicicleta, passear com animal de estimação são exemplos de brincadeiras para os pequenos. Movimentar o corpo por pelo menos uma hora deve fazer parte da rotina diária. 

6. Tecnologias com moderação: a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta a não expor a criança à televisão, celular ou tablet antes dos dois anos. Depois disso, a sugestão é passar no máximo duas horas por dia em frente a uma tela.

7. Sono longo e de qualidade: A privação de sono pode aumentar o apetite e a preferência por alimentos calóricos. Estabeleça horários e lembre-se de que a soneca do dia não compensa o repouso noturno.

8. Educar e inspirar: exemplo e informação ajudam a criar bons hábitos. Cultivar uma horta e convidar a criança para cozinhar com a família são exemplos de atitudes que podem promover uma relação mais equilibrada com a comida.

Com informações de Saúde Abril.